Nesta sexta-feira, 9, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, escreveu em despacho que está analisando os documentos para o arquivamento das investigações.
Toffoli era presidente do STF e indicou, ele mesmo, Moraes como o relator responsável pelo caso em março de 2019.
Principais detalhes
Ministro assumiu o inquérito após a crise da corte envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça por conta das investigações do Banco Master Aberto há sete anos e meio por ato de ofício, o inquérito das fake news pode chegar ao fim.
O inquérito das fake news foi instaurado pelo ministro Dias Toffoli, sem o aval do Ministério Público.
Tomou essa decisão após reportagens revelarem a contratação do escritório da de sua mulher pelo Master e os negócios de Toffoli com a instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro num resort no Paraná.
O ato de Moraes é uma resposta à divulgação de relatório da Polícia Federal que expôs sua relação e de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de fraude de R$ 12 bilhões contra o sistema financeiro nacional.
Outros detalhes
A decisão foi tomada após publicação de reportagem da revista Crusoé sobre um documento da Lava Jato no qual Marcelo Odebrecht teria feito menção ao próprio Dias Toffoli.
Com o tempo, transformou-se em instrumento de investigação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que tentavam minar a autoridade do Supremo, até, finalmente, passar a ser usado por Moraes contra adversários pessoais.
Mendonça é apenas um da lista de acusados por crimes supostamente cometidos contra o próprio relator do inquérito.
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Fonte: Jovem Pan

