Aliados afirmam que decisão do ex-ministro o reaproxima do "alto escalão da direita", com quem tinha rompido em 2024 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não ofereceu cargos em troca da desistência de Ricardo Salles (Novo) da candidatura ao Senado.
Um dos fatores que pesaram foi a avaliação do próprio ex-ministro do Meio Ambiente de que sua candidatura poderia contribuir para dividir os votos da direita e favorecer as candidatas de esquerda ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Como ficou o cenário após o jogo
Altruísta e agora volta a fazer parte do primeiro escalão da direita no Brasil e em São Paulo, do grupo do Flávio e do Tarcísio”, afirmou uma fonte, lembrando o rompimento de Salles com esse grup durante a eleição municipal de 2024.
A possibilidade de uma mudança de rota, porém, não é nova.
Segundo interlocutores, a possibilidade de Salles ocupar algum espaço em um eventual novo governo pode existir caso Tarcísio seja reeleito ou Flávio Bolsonaro (PL) chegue ao Palácio do Planalto, mas não houve acordo nesse sentido.
Nos bastidores, aliados de Tarcísio afirmam que esse tipo de negociação não faz parte do perfil do governador, que já foi criticado por adversários e até aliados por ter uma atuação considerada “pouco política”.
Outros detalhes
A avaliação é que a decisão de Salles foi tomada por razões eleitorais – e de futuro.
O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (28), depois de um café da manhã que reuniu os quatro envolvidos na articulação.
A estratégia era ampliar o número de nomes do campo na corrida e reduzir a concentração de votos nas duas candidatas.
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Fonte: Jovem Pan

