Padres próximos da campanha têm preferido falar em valores, principalmente relacionados à família, educação e costumes, sem pedir abertamente votos para Flávio Bolsonaro.
A aposta é que o debate sobre valores e costumes ganhe espaço nesta reta final da eleição.
Cenário da competição
No primeiro momento, foi um verdadeiro “Deus nos acuda” porque havia preocupação de que o episódio provocasse um desgaste mais duradouro com o eleitorado católico e dificultasse o diálogo com sacerdotes e lideranças religiosas.
Com o avanço da campanha, porém, a relação começou a mudar.
Muitos padres procuraram integrantes da candidatura de Flávio, ao mesmo tempo em que a própria campanha passou a buscar sacerdotes para ampliar o diálogo.
As conversas não passam, necessariamente, por declarações de voto.
Outros detalhes
Alguns desses religiosos também começaram a mobilizar integrantes da Igreja para criticar pautas progressistas.
Uma delas é a discussão sobre o uso de banheiros por pessoas trans em escolas públicas, associada a uma proposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Dentro da campanha, a avaliação é de que esse movimento pode aproximar Flávio de uma parcela do eleitorado católico sem a necessidade de um apoio eleitoral explícito por parte dos sacerdotes.
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Fonte: Jovem Pan

