O pedido foi encaminhado na quinta-feira (15), após o prazo da investigação vencer no último sábado (10).

Ele afirmou desconhecer que os US$ 12,3 milhões enviados a um fundo nos Estados Unidos seriam destinados ao financiamento do filme.

Principais detalhes

A PF identificou, porém, que R$ 12 milhões foram depositados na conta da empresa de Freixo por uma companhia ligada ao circuito financeiro de Vorcaro, um dia antes da primeira remessa internacional.

Segundo a PF, Vorcaro teria se comprometido a investir aproximadamente R$ 134 milhões na produção, dos quais US$ 12,3 milhões foram efetivamente remetidos ao fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos.

Em depoimento prestado em 1º de outubro, Freixo declarou que realizou sete transferências a pedido de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, com a confirmação do banqueiro.

Segundo ele, a operação foi apresentada como investimento em um fundo imobiliário norte-americano, sem qualquer informação sobre a destinação dos valores ao filme.

Outros detalhes

No documento, a PF informa que identificou contradições no depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que firmou acordo de delação premiada.

Entretanto, uma carta-acordo apresentada pelo colaborador estabelece um compromisso de US$ 24 milhões e menciona que “o tempo é essencial para a produção do filme”.

Os investigadores também identificaram inconsistências nos contratos de câmbio apresentados pela produtora Go Up Entertainment.

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Fonte: Jovem Pan