Com Lula reeleito para o quarto mandato, país precisa de estabilidade jurídica, equilíbrio entre os Poderes e um projeto que ultrapasse as disputas partidárias O Brasil encerrou neste domingo mais um ciclo eleitoral e, ao contrário do que deveria ocorrer, desta vez o protagonismo não ficou com o eleitor.

O candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, tampouco protagonizou este pleito, mesmo tendo aglutinado em torno de si — e da herança política que o sobrenome lhe garantiu — toda a direita brasileira num movimento que atraiu metade do eleitorado do país.

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Tristemente para a jovem República do Brasil, o verdadeiro protagonista desta eleição foi justamente aquele que deveria cumprir com seu papel de forma serena, pacífica, concreta e uniforme.

O Brasil precisa de estabilidade jurídica, de respeito aos freios e contrapesos que cada Poder representa, de firmeza e clareza na condução da economia e de um projeto de país que independa de partidos.

O Brasil é maior do que qualquer figura individualmente, só não é maior do que o povo.

Luiz Inácio Lula da Silva também não foi o protagonista desta eleição, a despeito de ter alcançado um feito histórico com a virada no segundo turno e a conquista do quarto mandato como presidente da República.

Outros detalhes

Na maior parte dos casos, é preciso lembrar, sob olhares de dúvida pelo envolvimento em escândalos que até mesmo colocaram em lados opostos ministros da Suprema Corte.

E, seguindo a lógica que sustenta as tragédias, nos instantes finais, já quase no encerramento do período de votação, um ministro do Supremo Tribunal Federal atraiu novamente para o Judiciário todas as atenções.

A eleição, que deveria ter sido analisada sob a ótica da disputa política e das narrativas criadas pelos candidatos e suas campanhas, se tornou pauta de debate jurídico sobre a legalidade de uma decisão de um ministro do STF.

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Fonte: Jovem Pan