O mercado busca agora uma acomodação e já sinalizou a Lula que espera uma mudança na política fiscal”, afirma Perottoni, ressaltando que houve forte internalização de recursos por parte dos exportadores ontem.
Após rondar os R$ 5,34 ao longo da tarde, o dólar terminou a sessão desta terça em baixa de 0,97%, a R$ 5,3506, na contramão do comportamento da moeda americana no exterior.
Principais detalhes
A taxa de câmbio chegou a flertar com o rompimento do piso de R$ 5,30 pela manhã, quando registrou mínima de R$ 5,3078.
Apesar da valorização de 3,39% em outubro, no ano o dólar ainda recua 2,52% frente ao real.
Entre as divisas latino-americanas, apenas a moeda brasileira e o peso colombiano, que ostenta ganhos de mais de 15%, têm desempenho positivo em 2026.
Embora haja aumento da percepção de risco com as dúvidas em torno da política fiscal em um novo mandato do petista, operadores atribuem grande parte da arrancada da moeda americana na segunda a questões técnicas, uma vez que investidores haviam se posicionado maciçamente para uma vitória de Flávio Bolsonaro.
Outros detalhes
Para o diretor de tesouraria do Braza Bank, Bruno Perottoni, os preços dos ativos locais já incorporaram a reeleição de Lula no pregão de segunda-feira, quando houve um desmonte de apostas “muito otimistas” em torno da possibilidade de a oposição conquistar a Presidência.
“Voltamos agora ao ‘status quo’ de antes da eleição, mas com o governo enfrentando uma forte oposição no Senado.
Mantemos nossa projeção de dólar em R$ 5,20 até o fim do ano”, afirma.
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Fonte: Jovem Pan
