Na terça-feira (21), o presidente Lula (PT) havia intensificado sua ofensiva contra Flávio Bolsonaro (PL) ao pedir à Justiça Eleitoral que anule a candidatura à Presidência de seu adversário, devido a uma suposta interferência da empresa Meta em favor do senador.
Embora a Meta negue as acusações, admitiu que houve falhas, como a desativação de anúncios da campanha do petista, que atribuiu a “incidentes” técnicos que não teriam afetado apenas o Brasil.
Principais detalhes
A ação também pede a inelegibilidade de Flávio por oito anos subsequentes à eleição de 2026, e também a de Alfredo Gaspar, caso fique provado sua contribuição para a prática dos atos; O pedido foi distribuído ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
Ontem, o tribunal deu à empresa americana um prazo de 24 horas para comprovar o cumprimento do tratamento igualitário entre Lula e Flávio, após considerar que ela não havia tomado as providências exigidas na semana passada.
Do contrário, estaria sob pena de multa diária de cerca de 1 milhão de reais.
A coligação acusa as plataformas Meta e X de favorecerem a candidatura adversária por meio de seus sistemas de distribuição de conteúdo, ferramentas de inteligência artificial e mecanismos de moderação.
Outros detalhes
A gigante americana da tecnologia é alvo de denúncias de Lula por suspeita de prejudicá-lo em suas plataformas frente a Flávio.
Entre as medidas adotadas, a Meta declarou que apenas os candidatos e partidos registrados na Justiça Eleitoral poderiam fazer anúncios em suas redes, e informou ter tirado de circulação 720 publicações com conteúdo gerado por inteligência artificial sem a devida identificação.
Na ação, a campanha, que vê uma atuação sistemática das plataformas em benefício do candidato do PL, explica que não se trata de algo que o candidato disse, mas de quem decide o que o eleitor vê.
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Fonte: Jovem Pan
