O presidente da Fifa, Gianni Infantino, chega fortalecido à primeira reunião do Conselho da entidade desde a crise política que ameaçou seu mandato após a Copa do Mundo de 2026.

Apesar da pressão de confederações como Uefa, Concacaf e AFC por sua renúncia nos últimos meses, a oposição não conseguiu articular um candidato alternativo para a eleição de 2027.

Principais detalhes

Na reunião desta quinta-feira, Infantino deve apresentar propostas para reformar a governança da Fifa e ampliar os investimentos nas federações filiadas, com um plano de desenvolvimento bilionário para o ciclo 2027-2030.

O encontro também abordará temas como a Copa do Mundo de Clubes Feminina de 2028 e questionamentos sobre o controverso Prêmio da Paz da Fifa.

A partir das 11h em Zurique (6h no horário de Brasília), o dirigente ítalo-suíço de 56 anos se reunirá com os outros 36 membros do Conselho — o órgão executivo da entidade máxima do futebol mundial — para sua primeira reunião desde 28 de abril.

Desde então, após uma Copa do Mundo de 2026 marcada por polêmicas, mas um sucesso comercial, aconteceu o impensável: inabalável no trono da Fifa há dez anos e com caminho livre para uma reeleição tranquila em 18 de março de 2027, Infantino esteve perto de ter que deixar a instituição.

Outros detalhes

NO dia 18 de setembro, os presidentes da Uefa e da Concacaf, Aleksander Ceferin e Victor Montagliani, pediram à Fifa que recorresse às suas reservas milionárias e concedesse "pelo menos 10 milhões de dólares" (cerca de R$ 50 milhões na cotação atual) a cada uma das 211 federações-membro.

Esse aspecto relacionado aos cofres cheios da Fifa confirma uma das críticas dirigidas a Infantino: se a instituição não precisa de financiamento, por que quis ceder parte de suas receitas futuras a investidores externos?.

Desde 2016, segundo documentos da Fifa, as Ilhas Turcas e Caicos — um pequeno arquipélago do Caribe com menos de 50 mil habitantes — receberam mais de 20 milhões de dólares (R$ 100,6 milhões), superando os 17,8 milhões (R$ 89,5 milhões) destinados à China ou ao Brasil.

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Fonte: Gazeta Esportiva