Considerado culpado de 114 das 115 acusações de violações financeiras na Premier League, o Manchester City ainda tenta provar sua inocência através de um recurso.
Diante desse cenário sem precedentes, o Manchester City agora lida com a falta de convicção na capacidade de manter seus jogadores, renovar contratos e fechar novas transferências, como divulgado na semana passada pela imprensa inglesa.
Cenário da competição
Sem garantia de sucesso na apelação, os Citizens convivem com a incerteza do futuro, que pode reservar punições históricas que vão desde multas, dedução de pontos, até a rebaixamento e exclusão de competições.
Após anos de investigação e um julgamento que se iniciou em fevereiro de 2023, o painel independente não poupou detalhes ao revelar seu veredito para expor a gravidade da quebra do fair play financeiro da liga por parte do Manchester City.
A palavra “farsa” foi usada oito vezes para descrever acordos fechados pelos Citizens sob um suposto “esquema de financiamento disfarçado”.
Com isso, o Manchester City usou 830 milhões de libras (cerca de R$ 5,5 bilhões) injetados diretamente pelos proprietários para financiar secretamente contratos de patrocínio.
Outros detalhes
Contudo, nem mesmo a repetida palavra “farsa” causou tanta preocupação quanto a forma incisiva e depreciativa que a comissão rejeitou as justificativas dos Citizens, escrevendo que tudo foi “inventado muito tempo depois do ocorrido para obscurecer e ocultar a realidade do esquema”.
Os últimos balanços divulgados em junho de 2025 mostraram que o City Football Group (CFG) empregava 2.647 pessoas, incluindo atletas, em seus 12 clubes, com uma folha salarial total de 630,5 milhões de libras (em torno de R$ 4,1 bilhões).
Desses, 670 são funcionários dos Citizens, sendo 252 no departamento de futebol e 418 nas áreas comercial e administrativa.
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Fonte: Trivela

