A decisão da CBF de reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro, de nove para cinco até 2030, reacendeu o debate sobre os caminhos para melhorar a formação de atletas no país.
O tema foi discutido na décima segunda edição do programa “Futebol em Contexto”, da Trivela, que analisou as mudanças promovidas pela entidade na gestão de Samir Xaud, incluindo a nova regra de estrangeiros e a proposta de grade fixa de horários para o Brasileirão.
Detalhes sobre Brasil
“A primeira coisa que eu gostaria de argumentar é que eu acho que muitas coisas que a gente vai falar hoje, mudanças dentro do Campeonato Brasileiro, as consequências em cima da Seleção, eu acho que vão ser muito poucas.
O jornalista usou como exemplo as últimas edições do Sul-Americano Sub-20, vencidas pelo Brasil com o técnico Ramon Menezes.
Para ilustrar, Vickery relembrou uma palestra do diretor do Barcelona para a La Masia, a base do clube catalão, dada a técnicos brasileiros.
A gente quer criar jogador.' Eu lembro que Mano Menezes era técnico da Seleção na época, ele foi lá e falou: ‘Isso é Brasil, a gente não pode pensar assim, não é permitido pensar assim, porque não tem projeto coletivo.
Outros detalhes
Logo no início do debate, Vickery foi direto ao questionar a premissa de que restringir estrangeiros trará benefícios à seleção brasileira.
Para o jornalista inglês, existe hoje um descolamento entre os campeonatos nacionais e as seleções em praticamente todos os países do mundo, e o Brasil não seria diferente.
Para o jornalista Tim Vickery, colunista da Trivela, a medida ataca um sintoma e não a causa real do problema: as falhas estruturais na base dos clubes, que priorizam resultados imediatos em vez do desenvolvimento de longo prazo dos jovens jogadores.
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Fonte: Trivela

