Se o TSE aceitar a desistência, os 274 mil votos recebidos por ele serão considerados nulos e o candidato Douglas Ruas (PL), que terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos, será declarado eleito por ter ultrapassado a marca de 50% dos votos válidos mais um.
Caso o recurso continue tramitando e o TSE confirme a candidatura de Garotinho, a eleição será decidida no segundo turno entre Ruas e o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que obteve 42,76% dos votos.
Principais detalhes
Segundo ele, o relator pode apenas confirmar a desistência, sem analisar o mérito, e devolver o processo ao TRE-RJ para uma nova totalização dos votos.
O processo envolve fatos ocorridos entre 2005 e 2006, durante o governo de Rosinha Garotinho, quando ele ocupava a Secretaria de Estado de Governo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite desta segunda-feira, Paes chamou Garotinho de “candidato laranja”.
“Demorou, mas hoje finalmente está todo mundo sabendo do escândalo que estou alertando desde o início da campanha: a armação do Garotinho com o Douglas Ruas para o candidato do PL vencer a eleição no tapetão”, afirmou Paes.
Outros detalhes
“Estão tentando tirar o seu poder de dizer quem vai ser o governador e transferir esse poder para o Garotinho”, acrescentou ele.
Mais cedo, ao protocolar a desistência do recurso, Garotinho declarou que renunciou aos seus votos para que o eleitor fluminense “arque com as consequências” das suas escolhas.
“Em função do resultado manifesto pela população nas ruas, não me resta outra opção jurídica a não ser desistir de forma livre, expressa, consciente e irretratável do recurso ordinário eleitoral interposto nos autos do requerido processo que tramita no TSE tentando validar os meus votos”, afirmou.
Leia também
Fonte: Jovem Pan

